2# Dois anos à procura

Para se construir é preciso um lugar ao sol. O terreno não é uma herança, é uma escolha final de entre três ao fim de 2 anos.   

O primeiro, pelo qual simplesmente me apaixonei, localiza-se numa área só de habitação, entre lotes e terreno plano, e não estava para venda, pelo menos não tinha qualquer aviso. Ai, que paixão! Não consegui resistir e resolvi tentar... Desafio nº1: descobrir o proprietário. Perguntei aos vizinhos, perguntei na Junta de Freguesia, indaguei pelos arquivos da Câmara Municipal e finalmente cheguei ao vereador, que por coincidência, conhecia o casal proprietário. Conclusão: não vende, o terreno é para a filha! Fiquei desolada, perdi um ano a tentar, mas rapidamente voltei à luta.

O segundo, um terreno em gaveto perto da praia, numa área em crescimento e cujos alinhamentos urbanísticos iriam engolir literalmente cerca de 40% daquela terra, ainda assim, suficiente. Desafio nº2: convencer o proprietário (12 herdeiros)! Convencê-lo de que o terreno tinha muita área a ceder, que a área envolvente não era atrativa e que não tinha rendimento para construir 2 habitações, convencê-lo de que a proposta argumentada era justa e adequada. Conclusão: bastou 1 voto contra, apesar das razões. Não estava destinado, logo, a luta continua.

Finalmente o terceiro, já não era desconhecido mas haviam tantos lotes, os preços altos e qual deles o melhor, até que um dia, sem mais nem menos, fiz uma pesquisa no olx e lá estava ele, o mais apetecível de todos... Desafio nº3: contactar rapidamente o proprietário! Não havia mais tempo a perder, o objetivo era apresentar a proposta pelo valor pedido e obter resposta no mesmo momento, mas não esperava descobrir que tinha havido engano no valor publicado (podia ser?), ainda assim, a proposta manteve-se. Conclusão: proposta aceite, sem condições... Ai, que sorte!

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