3# Um ano de burocracias

O maior desespero de sempre é aquilo pelo qual não conseguimos ter controlo sobre - as dependências!   

Não faz muito tempo em que conversava com outro profissional e ambos dizíamos o mesmo, pois há coisas que, como profissionais, não conseguimos controlar, e são elas, nem mais nem menos, que as entidades!! Precisamos delas mas não as suportámos!!

Há 5 meses atrás, quando ainda estava no efetivo e super grávida e com a barriga enorme (agora estou a terminar a licença de maternidade, se bem que a barriga ainda existe, mais pequena mas lol enfim...), fazia a ginástica semanal da ida à Câmara, consultar o estado dos processos em curso, fazer o choradinho para a coisa andar mais depressa, a procurar ter uma palavrinha com o gestor de processo (posso? posso? não...) e aquilo não tem o tempo que está na lei porque a lei são os técnicos e eles ditam o tempo e afinal a lei também, e ao fim ao cabo, o tempo e a lei é o que lhes for possível...

Para este processo em particular tive 3 reuniões presenciais com um ou mais técnicos, para agilizar - achei eu - o processo e procurar desenvencilhar-me dele (deles!) o quanto antes. Mas os técnicos são complicados e complicam, não gostam de se vincular com afirmações e certezas, respostas certas e concretas, obrigando-nos a submeter processos de pedidos de informação para obter respostas, por vezes, a uma única pergunta simples. Pior mesmo, são as respostas oficiais... Devo confessar que estou habituada a páginas e páginas de relatório das notificações oficiosas das Câmaras, mas neste caso, vinha tudo resumido em 2 parágrafos - não falta nada? está tudo visto? hummm... Na última reunião, no final do ano passado, e já o processo havia atrasado pelo menos mais um mês por causa da altura dos muros, descobri que havia informações internas que não tinham saído no primeiro ofício, o qual mostrei o meu total desagrado (rrrrrrr...), mas o técnico acabou por admitir que foi tempo perdido desnecessariamente e que afinal eu tinha razão (rrrrrrr...).

Câmaras... para que te quero?

alvara a