4# Quatro meses em decisões

Empreiteiros, subempreiteiros, preços de materiais e mão-de-obra, orçamentos que vão e vêm... E assim se passam 4 meses em reuniões!

Ai se ao menos eu fosse rica... :) mas sou, no coração, só não sou no bolso, e por isso para realizar o sonho tive que rever e ceder a algumas soluções, adiar e negociar mais algumas, procurando não compremeter o essencial e o carácter atribuído. Passou-se um ano sem arrancar com a obra e fiquei imensamente surpresa com o salto que os preços de mercado tinham dado, já havia notado alterações mas assim tão grande não estava à espera. Conversei com profissionais da área e confirmaram a subida sobretudo da mão-de-obra qualificada, profissionais que não tinham aumento há anos e que agora, com as movimentações económicas, reabilitações e turismo, começaram a reclamar pelos aumentos e isso reflete em grande parte os valores dos orçamentos... Tivemos que nos ajustar...

Quando nos lançámos nesta aventura, e só nos deparámos com a aventura quando efetivamente tínhamos terra para o fazer, disse ao meu marido que se íamos fazer isto tinha de ser algo que me traduzisse como arquiteta, é que arquitetos há muitos e nem sempre as obras construídas refletem a visão dos profissionais, porque as obras são para os clientes, o financiador, e eles é que mandam, neste caso, mando eu... em 50%!! E como sou eu que assino por baixo, preciso de me identificar com o projeto, e com o projeto consigo mostrar quem sou, como pessoa, como profissional.

Não se trata apenas de realizar um sonho, é também uma busca da concretização profissional, ter uma obra desenhada e construída pelas próprias mãos, fazer os meus próprios erros (espero que não!) e aplicar as minhas valências a 100%, sem duvidar ou hesitar, tal e qual como se a obra fosse para outra pessoa e não para mim. Há muita coisa aqui em jogo e eu sou o alvo principal, não quero desiludir os meus mais que tudo, os amigos, quem me conhece, a mim própria...   

home